segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Incêncios florestais destroem propriedades rurais em Goiás


Desde que a estiagem começou em Goiás, o Corpo de Bombeiros já combateu mais de 3.700 focos de incêndios em propriedades rurais e áreas de preservação no Estado. Por mais, pelo menos, um mês os incêndios continuarão a ser registrados no Estado. Essa é a previsão da Coordenação da Operação Cerrado Vivo do Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás. Na tarde desta sexta-feira (17) o comandante da operação, Major Cleber Cândido participou de webconferência promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), transmitida pela TV Faeg e retransmitida pelo Portal da Rádio 730 (assista no YouTube). O assessor técnico da Faeg para a área de meio ambiente, Marcelo Lessa moderou a participação dos internautas durante a webconferência.

De acordo com o Major os números de focos registrados é ainda muito maior, pois em muitos casos o Corpo de Bombeiros não é notificado. Ele explica que na maior parte das ocorrências os focos começaram às margens de rodovias e se alastraram pela vegetação seca. A baixa umidade do ar, a velocidade dos ventos e a topografia dos terrenos contribuíram para que os incêndios se alastrassem com muita rapidez chegando, em alguns casos, a condições incontroláveis. Cleber Cândido também destacou a atuação dos produtores rurais na prevenção e contenção de incêndios e rebateu ambientalistas que acusam os produtores rurais de serem os principais responsáveis pelos incêndios florestais.

Durante a webconferência o major disse que grande parte dos produtores se preparou para enfrentar o período de estiagem, fizeram aceiros como o recomendado, protegeram pastagens, lavouras e área de reserva. "O produtor é muito consciente até porque o prejuízo causado por um incêndio em pastagens, palhadas de plantio direto, lavouras é muito grande", comentou.

Entretanto, devido às críticas condições climáticas, as propriedades rurais estão sendo seriamente atingidas por incêndios. "Houve casos de o fogo ultrapassar aceiros, destruir pastagens, palhadas e atingir a reserva das propriedades", disse o major. Nesses casos, o comandante da Operação Cerrado Vivo recomendou que o produtor procure a Polícia Militar e faça o boletim de ocorrência para se resguardar de futuras fiscalizações ambientais. Os documentos oficiais servirão de prova em caso de o produtor precisar se defender de multas. O corpo de bombeiros também emite ocorrência quando é notificado para conter o incêndio. (Texto: Francila Calica - Departamento de Comunicação Integrada do Sistema Faeg/Senar e Foto: Marcus Vinícius)

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